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Somos um país onde falar difícil virou sinônimo de saber muito. E confusão, no Brasil, muitas vezes passa por competência. O senso comum sustenta que contabilidade precisa ser complicada. Não precisa. Precisa ser útil. Precisa ser precisa.
Somos um país onde falar difícil virou sinônimo de saber muito. E confusão, no Brasil, muitas vezes passa por competência. O senso comum sustenta que contabilidade precisa ser complicada. Não precisa. Precisa ser útil. Precisa ser precisa.

Somos um país onde falar difícil virou sinônimo de saber muito. Não porque seja verdade, mas porque parecer difícil ou burocratizar, curiosamente diga-se de passagem, parece ser atraente. E confusão, no Brasil, muitas vezes passa por competência. Falar de KPIs, OKRs, termos técnicos, números soltos, gurus sobre gurus de gestão exigindo resultados — tudo isso pode parecer gestão, sem necessariamente ser. E normalmente não é.

O pequeno empresário brasileiro tem mais problemas para resolver do que implantar um mindset na cultura organizacional para implementar um Balanced Scorecard para rastrear os indicadores. E por mais interessante que sejam tais temas, existem problemas reais para focar.

A rotina do pequeno empresário não é tomar grandes decisões no fim do dia. É olhar a lista de pendências crescer. É apagar incêndio. É trabalhar para a empresa funcionar amanhã. Nesse cenário, a contabilidade deveria aliviar. Todavia, não raro, vira mais uma camada de peso — algo “em dia”, porém distante demais para ajudar.

O senso comum sustenta que contabilidade precisa ser complicada. Não precisa. Precisa ser útil. Precisa organizar, dar previsibilidade, permitir que o empresário entenda onde está pisando. Quando isso não acontece, a complexidade deixa de ser técnica e passa a ser estrutural. A contabilidade ser complicada para o pequeno empresário normalmente é sintoma.

Complicar virou hábito. Descomplicar virou exceção. Talvez o problema comece quando o empresário se acostuma a não entender — ou pior, passa a ignorar que descomplicar a gestão é condição básica para qualquer contabilidade cumprir seu papel. A partir daí, a relação deixa de ser serviço. Vira dependência. E, em alguns casos, quase um sequestro silencioso da empresa.

No fim, não é sobre aprender contabilidade. É sobre exigir que ela cumpra seu papel: fazer a empresa funcionar do jeito certo. Não é sobre pedir demais, mas justamente que ela lá esteja para contribuir positivamente com a sua empresa.

Se isso já fez sentido para você em algum momento, a conversa continua — aqui ou nos comentários.

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