Neste artigo.

A EC 132/2023 inaugura a transição mais profunda do sistema tributário nacional desde a Constituição de 1988. Para pequenas e médias empresas de serviços, comércio, indústria, saúde, tecnologia, beleza, negócios digitais e atividades imobiliárias, a Reforma Tributária do Consumo altera não apenas cálculos, mas modelos inteiros de gestão, preços, governança e operação. Este artigo apresenta, sob a ótica estratégica e pragmática que caracteriza a VALIAN, os pontos centrais para empresas que precisam compreender a mudança antes que ela se imponha de forma custosa.

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Simplificação tributária e o fim da fragmentação normativa

A unificação dos tributos no novo modelo de IVA dual reduz a multiplicidade de regras, mas amplia a necessidade de precisão na interpretação. Para operações que já lidam com rotinas intensivas de contabilidade fiscal e tributária (https://www.valian.com.br/pilulas-contra-contabilitite/assuntos/contabilidade/fiscal-tributario/), emissão de notas fiscais (https://www.valian.com.br/pilulas-contra-contabilitite/tags/notas-fiscais/) e organização de CNAE (https://www.valian.com.br/pilulas-contra-contabilitite/tags/cnae/), a simplificação representa menos arestas formais, porém mais responsabilidade técnica e documental.

O movimento afeta com força setores altamente regulados, como saúde, estética e tecnologia, mas também tende a reordenar profundamente a lógica de custos no setor imobiliário, onde mudanças combinam tributação, modelos de crédito, repasses e riscos jurídicos — um tema recorrente nas discussões sobre regularização empresarial (https://www.valian.com.br/pilulas-contra-contabilitite/tags/regularizacao-empresarial/) e estruturação de negócios.

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Não cumulatividade ampla: a nova espinha dorsal tributária

No novo desenho, créditos e débitos passam a determinar o peso real da tributação, o que exige maturidade operacional. Empresas que já estruturam suas rotinas de planejamento tributário (https://www.valian.com.br/pilulas-contra-contabilitite/tags/planejamento-tributario/) e gestão documental terão vantagem, enquanto negócios menos organizados podem ver parte de sua margem “escorrer” por falhas básicas.

A nova lógica demanda:

  • rigor na validação documental,
  • coerência entre operação, CNAE e faturamento,
  • integração entre financeiro, fiscal e jurídico,
  • revisão de políticas de compras, contratos e cadeia de fornecedores.

O impacto singular no mercado imobiliário

Entre todos os setores, o mercado imobiliário deve sentir uma das transformações mais profundas. Operações de intermediação, incorporação, locação e desenvolvimento sofrerão impactos combinados de créditos, alíquotas, regimes específicos e tributação no destino. O setor exigirá revisão contratual, reavaliação da composição de custos e cuidado especial com lógica de repasse — um ponto já debatido em conteúdos sobre negócios (https://www.valian.com.br/pilulas-contra-contabilitite/assuntos/na-pauta-do-empreendedor/negocios/) e estruturação societária.

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Uniformização das alíquotas e a reconfiguração da precificação

Com alíquotas uniformes nacionalmente, empresas que operam em múltiplos estados passam a lidar com uma lógica muito mais previsível. Porém, previsibilidade não elimina o impacto: toda política de preços precisará ser revisada. Para negócios que já acompanham temas de gestão financeira empresarial (https://www.finbpo.com.br/), fica evidente que a mudança afeta margem, ponto de equilíbrio e projeções de caixa — especialmente no comércio, varejo e operações B2B de alto volume.

O desafio para empresas de serviços

Empresas de serviços — saúde, estética, tecnologia, consultorias, arquitetura, marketing e outras — enfrentarão uma combinação de aumento tributário e pressão competitiva. O tema dialoga diretamente com conteúdos de gestão empresarial (https://www.valian.com.br/pilulas-contra-contabilitite/assuntos/gestao-empresarial/), que já tratam da necessidade de integrar finanças, fiscal, planejamento e jurídico para evitar distorções na margem.

Simples Nacional híbrido: uma decisão técnica, não intuitiva

O regime híbrido permite que a empresa recolha IBS e CBS fora do DAS, mas isso não significa que essa escolha será automaticamente vantajosa. O modelo exige análises detalhadas envolvendo:

  • estrutura de clientes (crédito integral x proporcional),
  • elasticidade de preço,
  • composição de custos,
  • intensidade de mão de obra,
  • volume de operações.

O tema se conecta a debates sobre Simples Nacional (https://www.valian.com.br/pilulas-contra-contabilitite/tags/simples-nacional/) e reforça que decisões tributárias não são intuitivas — dependem de simulações robustas e coerentes com a realidade operacional.

Tributação no destino: o redesenho das cadeias comerciais

Ao migrar a tributação para o local de consumo, a reforma altera cadeias logísticas, composição de preços regionais e estratégias de expansão. Empresas de comércio, varejo, e-commerce e distribuição precisarão revisar rotas, margens, centros de custo e análises regionais — especialmente negócios que acompanham temas de economia (https://www.valian.com.br/pilulas-contra-contabilitite/assuntos/na-pauta-do-empreendedor/economia/) e empreendedorismo.

Regimes diferenciados e específicos: novos contornos competitivos

A reforma cria regimes especiais para setores sensíveis como saúde, educação, medicamentos, bares, restaurantes, seguros, serviços financeiros e turismo. A competitividade passa a depender de compreender:

  • o enquadramento correto,
  • eventuais reduções de alíquotas,
  • possibilidades de créditos,
  • efeitos sobre estrutura de preços.

Esse tipo de análise conversa diretamente com conteúdos de empreendedorismo (https://www.valian.com.br/pilulas-contra-contabilitite/assuntos/na-pauta-do-empreendedor/empreendedorismo/) e estratégia setorial.

Split payment: o ponto mais crítico para fluxo de caixa

O split payment representa a transformação mais sensível para a maioria das empresas: o imposto passa a ser retido automaticamente no momento do pagamento. Isso altera de forma imediata:

  • capital de giro,
  • previsibilidade de caixa,
  • capacidade de reinvestimento,
  • gestão de inadimplência,
  • planejamento financeiro.

Setores como varejo, alimentação, serviços recorrentes e imobiliário sentirão impacto ampliado. A maturidade da gestão financeira empresarial (https://www.finbpo.com.br/) será determinante para evitar rupturas.

O papel da gestão na transição

Governança, conciliação rigorosa, controle de recebíveis e integração entre áreas passam a ser fatores de sobrevivência — não apenas de eficiência. Empresas que operam com documentação dispersa ou fluxo financeiro informal sofrerão os maiores riscos.

Imposto seletivo: efeitos diretos e indiretos

O Imposto Seletivo afetará setores específicos, mas seus efeitos indiretos podem atingir cadeias inteiras — especialmente comércio, alimentação e logística. Negócios precisam monitorar insumos, fornecedores, contratos e margens, pois a redistribuição tributária gerará ajustes que serão absorvidos ao longo da cadeia.

Como se preparar para o novo cenário

A transição exige quatro pilares fundamentais:

  1. Organização fiscal e documental
  2. Modelagem financeira estruturada
  3. Integração entre jurídico, fiscal e financeiro
  4. Revisão contínua de estratégias e margens

O período de implementação será longo, mas o custo de esperar será crescente. Preparar-se agora é a diferença entre adaptação e ruptura.

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