Embora pouco debatido, o mercado imobiliário figura entre os setores mais afetados pela Reforma Tributária do Consumo. A combinação entre tributação no destino, não cumulatividade plena, split payment e regimes específicos atinge em cheio incorporadoras, administradoras, corretoras e empresas de manutenção predial. Além disso, a uniformização das alíquotas elimina vantagens regionais e cria um novo mapa competitivo para todas as atividades relacionadas a imóveis — desde construção civil até representação comercial no setor.
A contabilidade imobiliária sob um novo arcabouço
Para quem opera com atividade de imóveis, a Reforma altera não apenas tributos, mas a lógica completa de contratos, repasses, margens de incorporação e processos de gestão de obra. Incorporadoras precisarão de controles mais rígidos de créditos tributários, administradoras deverão reorganizar suas políticas de repasse e corretoras enfrentarão revisões contratuais diante da tributação no destino — um dos pontos mais controversos do novo modelo.
A redistribuição territorial da competitividade e a pressão sobre margens
A mudança da tributação para o destino afeta diretamente a precificação em projetos interestaduais, desafiando construtoras que atuam em múltiplas regiões. Já o split payment altera profundamente o fluxo financeiro de atividades como locação, venda, intermediação e administração condominial, que passam a operar com liquidez reduzida no recebimento de pagamentos.